Histórico consolidado
Os onze indicadores de cada uma das cinco avaliações, lado a lado. Deslize a tabela na horizontal em telas pequenas.
Evolução no período
Comparação entre a primeira avaliação (20/05/26) e a mais recente (09/10/26), 142 dias de acompanhamento.
Entre a quarta e a quinta avaliação o peso subiu 1,0 kg (74,4 kg → 75,4 kg), mas isso aconteceu porque a massa muscular cresceu 1,8 kg enquanto a massa de gordura caiu 1,9 kg. O peso na balança não conta essa diferença sozinho: é o mesmo processo de recomposição corporal das avaliações anteriores, só que agora o ganho de músculo já supera a perda de gordura em quilos.
Trajetória de cada indicador
Análise por indicador
Toque em cada indicador para abrir a leitura completa.
Gordura visceral em detalhe
A gordura visceral foi o marcador que mais chamou atenção na primeira avaliação, e por isso merece um olhar à parte.
O que o número representa
O InBody não mede a gordura visceral diretamente por imagem, o que só é possível com tomografia ou ressonância. O aparelho estima o volume a partir da resistência elétrica no tronco e converte isso numa escala de 1 a 30. A faixa de referência é de 1 a 9. De 10 a 14 já é considerado elevado, e a partir de 15 entra na faixa de risco alto, que foi o ponto de partida de Edson.
A trajetória, exame a exame
A queda foi mais acentuada no início, 4 pontos em 45 dias, e vem desacelerando para 1 ponto por intervalo nas últimas três avaliações. Esse comportamento é esperado fisiologicamente: a gordura visceral é metabolicamente mais ativa e responde rápido nas primeiras semanas de treino e déficit calórico, e a curva naturalmente achata conforme o valor se aproxima do piso biológico. Não é sinal de estagnação, é o padrão típico dessa variável quando ela já está dentro da normalidade.
A mesma história contada pela gordura do tronco
A gordura de tronco caiu de 16,30 kg para 9,00 kg, acompanhando de perto a curva da gordura visceral. Junto com a relação cintura-quadril (0,96 → 0,89), os três formam o mesmo eixo de risco cardiometabólico, que é a gordura concentrada na região abdominal. Gordura visceral é a fração que fica ao redor dos órgãos internos, dentro da cavidade abdominal, diferente da gordura subcutânea que fica sob a pele nos braços e nas pernas. Ela é mais sensível a exercício aeróbico, restrição de açúcar e álcool, e qualidade de sono do que a gordura subcutânea, o que ajuda a explicar por que esse foi o marcador com maior melhora proporcional desde o início do acompanhamento.
Por que esse marcador importa
Gordura visceral em excesso libera ácidos graxos livres direto na veia porta, o que sobrecarrega o fígado, favorece resistência à insulina, eleva triglicerídeos e é o fator mais associado a risco cardiovascular e a diabetes tipo 2 entre todos os marcadores de composição corporal, inclusive mais do que o IMC. Sair do nível 15 para o nível 7 em menos de cinco meses representa uma redução relevante de risco real, não apenas uma melhora de número.
Onde isso deixa Edson agora
O nível 7 está dentro da faixa de referência (1 a 9) e já com alguma margem do limite superior, diferente da situação da quarta avaliação, quando o valor estava no nível 8, mais próximo do teto. A tendência de queda segue firme, mesmo desacelerada, o que indica espaço ainda para reduzir mais antes de estabilizar.
O que ajuda a continuar reduzindo gordura visceral especificamente
Composição segmentar
Última avaliação, 09/10/2026. Massa magra e massa de gordura por segmento do corpo.
A distribuição de massa magra e de gordura segue simétrica entre os lados direito e esquerdo, sem sinais de desequilíbrio muscular relevante entre os membros. O tronco concentra a maior parte da gordura remanescente (9,00 kg), em linha com a análise de gordura visceral, o que reforça a indicação de manter o trabalho de redução de gordura com foco também em treino de tronco e core.
Parecer geral
A evolução ao longo das cinco avaliações é positiva e consistente, sem nenhum retrocesso nos marcadores que importam clinicamente. Houve redução expressiva de peso e de gordura corporal, com crescimento contínuo de massa muscular, inclusive acelerando nas últimas avaliações. Esse resultado é coerente com o treino de musculação de segunda a sexta-feira com acompanhamento de personal trainer, provavelmente combinado a algum grau de controle alimentar, mesmo que não documentado nestes exames. A gordura visceral e a relação cintura-quadril, que eram os pontos de maior risco na primeira avaliação, estão consolidadas dentro da faixa de referência. O IMC, o percentual de gordura corporal e o grau de obesidade ainda indicam sobrepeso pela régua tradicional, mas a composição por trás desses números já é de um corpo com proporção crescente de massa magra, e a pontuação InBody, que pondera esse conjunto, subiu de 56 para 78 pontos no período.
Orientações e próximos passos
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Observação
Esta análise foi elaborada a partir dos relatórios de bioimpedância InBody fornecidos e tem finalidade orientativa. Ela não substitui avaliação clínica presencial, nem prescrição médica ou nutricional individualizada. Idealmente, os próximos passos aqui sugeridos devem ser validados com o médico e o nutricionista que acompanham o Edson.